
Nosso Tema Secreto é a terceira web indicada aqui no PQOGSPN CURTIU. Clica aí pra ver quais foram as outras duas.
Pra começar, queria pedir desculpas pela minha demora pra avaliar cada web kkk Além da minha falta de tempo, eu gosto de ver cada uma com calma, e é isso aí. Aos poucos vou postando!
Voltando: Nosso Tema Secreto é uma web escrita pelo Fabio Augusto, um cara que parece ter uma rotina meio parecida com a minha: tem 20 anos, faz faculdade, trabalha e curte escrever. Nada como apoiar um semelhante kkk
A web é sobre vampiros. Eu não sou muito fã do assunto, mas mesmo com o meu preconceito idiota, eu curti ler. Pensei que ia me deparar com aquela babaquice de retratar vampiro como se fosse uma coisa fofa, tipo andam fazendo, mas não. O sentimento que a escrita passa é de terror mesmo, sem vampiros que viram purpurina no sol. Na real, enquanto eu lia, me pareceu um filme de terror. A história não é linear tipo “meu nome é fulano e eu sou um vampiro”, o que deixa tudo mais interessante. Tu vai entendendo aos poucos. Sinto que a web ainda tá no começo, meio que na apresentação dos personagens em cada capítulo. Eu curti a Natasha kkk
Pra resumir, o que eu mais gostei foram as partes mais grosseiras, estilo “Thom” kk Tipo:
“Do tipo que vandaliza a cidade quebrando vidraças, derrubando latas de lixo e fazendo pichações do tipo “Filhos da Puta vota em Filhos da Puta”, e que, porém, ajudaria uma velhinha a atravessar a rua no dia seguinte.”
ou
“Será que não se cansam de falar? Por que não param com essa putaria toda e deixam a polícia dizer o que deve ser dito, fazer o que deve ser feito?”
Sei lá, gosto pessoal.
E não gostei de ter que ficar voltando pro índice cada vez que eu ia pular de capítulo kk Devia ter um “próximo capítulo” no post pra facilitar a vida dos leitores. E gostei que dá pra comentar e curtir no facebruiq! Se pa vou investir nessa ideia.
TÁ RECOMENDADA! Especialmente para os seguidores do Drácula.q
Tu pode ler a web aqui: http://nossotemasecreto.tumblr.com/
"aah cadê? :c"
Amanhã posto, sério.
"mais :3"
Vou postar! kkkk
Mas, a tarde!
"A estória está maravilhosa, viciante. Não demore muito pra postar"
Obrigado! Vou postar mais e mais! KK

Capítulo 9.
Era só um casebre perdido em algum lugar de Michigan, não muito protegido do frio da região dos Lagos, já próximo da fronteira com o Canadá.
O rapaz loiro não curtia tanto o frio quanto o moreno. Ele preferia um Sol mais forte, um bronzeado legal. É. Ele gostava mesmo era de ver as garotas de biquíni ela na Flórida. Miami teria sido uma ótima escolha… Toda aquela diversão, aquelas cores, aquelas curvas…
Califórnia não seria uma má escolha, também. Definitivamente não. Ali, perto de Los Angeles… Era quase o paraíso na Terra.
Teve uma vez, há uns quatro ou cinco anos atrás, que ele e mais três amigos passaram duas noites e três dias em Las Vegas, capital mundial do jogo, dos casamentos rápidos e da putaria. Nenhum deles tinha mais que vinte, no dia que saíram de Currie, interior de Nebraska. Salvo engano, Ray fez vinte em um daqueles três dias que passaram por lá, mas agora, ele já não tinha tanta certeza assim. O rapaz loiro também achava que tinha contraído herpes (que se manifestou algum tempo depois) nesta viagem.
Histórias para contas aos meus adoráveis netinhos…
Dentro da banheira – um seda Ford de classe média cinza com detalhes em prata – estavam ele, Ritchie Gordan e Ray Smith de passageiros e Bob Feltton como motorista
Ele mal podia se lembrar do que aconteceu naquelas horas. Dormir na calçada, beber até vomitar e beber outra vez. Jogar nas maquinas caça-níquel dos cassinos mais afastados até ficarem só com as cuecas.
Coisas desse tipo.
E no final de tudo, eles estavam na Califórnia, deitados na areia quente de uma cidadezinha qualquer chamada…? Laparche? L’arspache? Era um reduto francês em pleno solo americano regado pela influência espanhola que toda a Califórnia tinha, como padrão.
Foi um dos melhores momentos da sua vida. Ele mal lembrava. Era uma pena. Viver sem lembranças boas até atormentador. É transgredir o limite da sanidade sem sequer ter conhecimento de tal feito.
Ele tinha esse conhecimento.
Meses mais tarde as coisas mudaram muito para ele. Foi quando conheceu Victor e a Ordem. E, também, quando conheceu mais sobre si mesmo, de tal forma que sua vida anterior era agora uma vaga lembrança. Lembranças felizes. Sim, ele não podia reclamar, ele fora muito feliz.
Não que não fosse agora. Victor era um grande amigo. Sem falar de Richard, Claire e Jean Pierre – mais algo de francês em sua vida – que agora estava tomando conta da área dezenove, lá pelos lados do Novo México ou Texas.
O telefone tocou. Lá fora a neve escorregou pelo telhado em forma de triângulo e caiu com força, perto de onde a velha caminhonete Volks estava estacionada.
Victor atendeu já sabendo o que era.
O chamado da Ordem.
Louis apenas esperou e sorriu quando Victor olhou para ele com cara de fulo da vida.

Capítulo 8.
Ah o ar… O ar noturno era tão bom para o homem. Seu cabelo escuro, liso, batia na altura dos seus ombros. Sua pele clara aparentava ser muito macia e sem defeitos. Como bumbum de nenê.
Vestia um sobretudo negro modelo americano que o cobria do pescoço até próximo dos seus joelhos. Calçava botas, também escuras de bico fino. Havia também uma camiseta simples, opaca e uma calça black djeans não exatamente nova. Em algum bolso interno, um mp3 simples, com os fones chegando as suas orelhas levemente pontudas.
Tocava Bon Jovi.
It’s My Life, com seu refrão animado e cheio de vida. Colava na mente.
O homem caminhava rápido e decididamente entre os prédios e construções. A noite tramava planos contra quem se aventurava por ela.
Ele sorria. Dentes brancos e perfilados. Quem o visse neste momento notaria uma leve mudança nos seus olhos. Bem sutil. Eram inconvenientemente, e curiosamente, exóticos.
Encarou a Lua e por um momento viu a si mesmo, sozinho, sob uma colina forrada pela grama verde olhando para uma mesma Lua cheia. Conseguiu sentir o aroma que o ar apresentava naquela noite, lembrou da textura da vegetação em que se sentava, assim como teve certeza que aquela havia sido uma noite marcante em sua pré-vida.
Era um passado ainda mais remoto do que a primeira lembrança que ele realmente tinha.
Mais um daqueles malditos flashes, antes de que tudo acontecesse!
Ele preferia não lembrar da sua primeira memória pós-vida.
Ninguém é sempre essencialmente bom ou essencialmente ruim.
Ninguém.
Lá dentro de si mesmo ele sabia. Suas memórias eram dolorosas e pontiagudas. Cravadas tão profundamente dentro do seu âmago que ele preferia nem, ao menos, tentar redescobri-las.
É melhor assim.
Certa vez o nome Thomas Freeman colidiu contra sua mente com tamanha ferocidade que o medo tomou conta do homem. Ele achava que fosse o seu antigo nome. Desde então vem fazendo suposições todos os dias.
Todas as noites.
Nada é certo.
As luzes dos estabelecimentos comercias – coisas como a boate do Tom (Shakal’s Night House, que já fora fechada pela polícia umas duas ou três vezes, mas que sempre reabria um mês depois), o puteiro do Stam (que não era exatamente bem iluminada, na verdade, não passava de uma fachada de casa para orgias), o posto de gasolina do Herp, a locadora de veículos do John, a farmácia, o mercado e mais uma infinidade de pequenas, médias e (nem tão) grandes lojas – clareavam sutilmente o breu daquela noite. Estranhamente escura e soturna.
Ele adorava aquilo. A excitação começava a chegar. Houve uma vez em Illinois que a garota gemeu tanto pedindo por mais. Que vadia. Na verdade, todas pediam por mais, mas ele não queria, nem podia deixá-las vivas. Mais do que disseminar seu sêmen, ele precisava de outra coisa. Algo mais importante delas para ele.
É muito divertido. Muito divertido ver o olhar de medo e prazer. Sentir seus corpos fracos tremendo, dominadas por mim. E usá-las… De todas as formas. È tão divertido me saciar…
Continuou a andar, esquadrinhando a via em que estava. Os faróis dos carros corriam em sua direção, o cegando por um milésimo de segundo. Pessoas passavam em ambos os sentidos da Blue Gardner Avenue, algumas com maletas executivas, outras com sacolas de lojas e poucas com as mãos nuas. Já o rapaz mantinha as mãos no bolso do sobretudo. Ele continuava no ritmo da música. Ainda na dança.
Na dança dos quadris da morena alta e de corpo violão a umas duas dezenas de metros a sua frente.
Ele a seguia discretamente, tentando se difundir nas sombras.
Na sua cabeça já havia formado o plano perfeito. Pensando bem, mesmo que não fosse perfeito, não havia como não ser perfeito.
Ele tinha suas razões para pensar assim.
Havia uma rua de mão única que cruzava a Blue Gardner Avenue. Entre o segundo e o terceiro prédio desta rua havia um pequeno vão que dava para um portão de ferro que levava até os fundos de uma antiga rotisseria com fachada para a rua anterior a esta pequena via de mão única. Já fazia cerca de quatro ou cinco anos que este pequeno lugar estava abandonado. Os antigos donos eram libaneses e, por pressão implícita da sociedade que boicotava seu pequeno comércio, foram forçados a mudar para Water Springs, lá perto da divisa de Ohio com a Indiana e Kentucky.
O plano era simples, funcional e adequado. Levaria a garota para esta antiga rotisseria libanesa com o menor estardalhaço possível e então dar vazão aos seus instintos.
Tudo sairia como planejado a menos que os Filhos da Puta já estivessem por ali, em seu encalço, farejando-o. Rastreando-o.
Ainda não. Ainda é cedo. Ainda não…
A garota dobrou a esquina a direita.
É agora. É o showtime.
Com uma velocidade muito grande, ele emparelhou com a garota e puxou-a pela cintura. Agarrou-a, tampando-lhe a boca. Ela lutava desesperada. Ainda tentou mordê-lo. Sentiu um arrepio ao tocar aquela pele. Tentou, também , deixar sua bolsa no chão, na esperança de servir de algum aviso ou pista. Ou talvez, tenha sido a única coisa que conseguisse fazer.
Ele pegou a bolsa preta da mulher e a levou junto.
Os braços dela se debatiam. Agora ele a erguia pela cintura com um dos braços e tapava-lhe a boca com a outra mão.
O homem deu um pontapé na porta de metal – já tomada pela ferrugem. Ela não cedeu, mas guinchou como um macaco sendo açoitado. Mais um pontapé e a porta não resistiu. O peculiar foi que a porta se abriu pelo lado das três dobradiças e não pela lateral da fechadura.
Levou-a para dentro e fez o que pretendia.
Do lado de fora, um Corolla passava, entrando da Blue Gardner, descendo a ladeira.

Ernest Griffin guiava seu elegante Toyota Corolla – todo negro, inclusive insulfilmado - do ano com um Marlboro na mão e Kiss na rádio pela John Mc’Philips Avenue em Rivers Fall, interior de Ohio, pensando em como fora bom o encontro com Anne - sua amante de longa data que havia conhecido ainda no colegial, perdendo certo contato por alguns anos, mas que, a graça do destino os reuniu novamente, e ela estava ainda mais curvilínea e loira do que nunca antes.
Era bom ter cuidado, Elizabeth provavelmente já desconfiava.
Mal sabia ele que Elizabeth Griffin fazia o mesmo, com o jovem (e sexy, segundo a própria mulher) diretor-geral da Anacã Industries (empresa no ramo de manufaturação de polietileno, a qual, Griffin presidia a um número impar de anos, sempre em destaque no concorrido mercado do plástico), todas as sextas a tarde, e eventualmente as terças pela manhã, bem de baixo do seu próprio fucinho. E diga-se de passagem, ela o achava muito melhor do que Ernest nunca fora. Matthew Pelegrini era o nome do rapaz.
Entre ultrapassagens, refrões mal cantados, pensamentos longínquos e luxuriosos, algo fora da sua bolha – Corolla - chamou a atenção de Ernest.
Calafrio. Mau pressentimento. Suou frio. Sorriu confuso para si mesmo.
Era só um homem.
Dirigiu com mais cuidado e atenção. Seguiu em frente como se nada tivesse ocorrido. Jogou o Marlboro fora e preferiu trocar o rádio para a estação de política local.
"Hey seu velho posta mais :3"
posto sim!
"entao hj sai cap. novo?"
sai, mais de um.
